Especial: Petrópolis e seus elefantes brancos

 

Quem vem a Petrópolis pensando em visitar o Museu Imperial, a Catedral de São Pedro de Alcântara, o Palácio de Cristal ou o Hotel Quitandinha, nem imagina que na cidade imperial também existem locais que no passado foram os pulmões do pólo têxtil da região e hoje não passam de abrigo para moradores de rua e locais para depósito de lixo.

Quando se passa pela Rua Washington Luís por exemplo, se esbarra com a enorme fabrica São Pedro de Alcântara, parte do antigo pólo têxtil da cidade que, em grande parte está abandonada e hoje serve apenas como estacionamento. Pouco para tamanha estrutura em meio ao centro histórico.

A estudante da rede pública, Fernanda Silva, de 16 anos, indica como opção o investimento na tão sonhada universidade pública da região serrana, sugerindo a criação de dois campus, sendo um na Rua Tereza( Dona Isabel) e outro na rua Washington Luis. Para ela, isso traria estudantes de todo estado e consequentemente investimentos e um aquecimento em toda economia.

O empresário Arildo Coelho, de 77 anos, que está no comércio há 50 e viveu uma época gloriosa da cidade se diz decepcionado com o declínio do comércio, da indústria e principalmente do mercado de trabalho.

“Entristece ver tantos imóveis abandonados que poderiam ser aproveitados para a instalação de novas indústrias principalmente à automobilística, que cresce em tanto no país. Isso, claro se houvesse compreensão e interesse do poder publico”.

O comerciante ainda reitera a necessidade da abertura de isenção de impostos, como forma de atrair novas empresas e abrir novos mercados.

“Petrópolis não está acompanhando o crescimento da região. Três Rios por exemplo, desde a diminuição da carga tributária a cidade não pára de crescer, diversas industrias estão indo para lá.

Eu que sou nascido e criado em Petrópolis fico decepcionado com a falta de compreensão e interesse do poder publico. Infelizmente nossa cidade está ficando estagnada”.

Alguns desses lugares não tem nem mesmo a perspectiva de uma iniciativa ou reforma como a extinta fabrica de malhas Dona Isabel.

A arquiteta Regina Alves, de 55 anos, sugere a criação de um pólo extensivo da Rua Tereza com novas lojas, praça de alimentação, sendo adaptada a antiga linha do trem  uma nova via de acesso. Ela ainda sugere a parceria entre os atuais empresários com os orgãos competentes para a criação do que seria um novo pólo, que tiraria alguns comerciantes do meio da rua e como consequência desafogaria o tão criticado trânsito da cidade.

A arquiteta sugere ainda a revitalização de alguns outros pontos como forma de recolocar Petrópolis no cenário e trazer incentivo para novos projetos, visando a Copa de 2014 e as Olimpíadas em 2016.

Outro lugar apontado é a antiga cervejaria Boemia, essa com projeto de revitalização previsto para os próximos anos.

Veja um pouco do que está sendo deixado de lado.

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